História da raça Cane Corso

O Cane Corso é o descendente direto do molosso romano “Cane Pugnax” do qual representa uma versão de maior mobilidade. Era utilizado na caça de animais selvagens como javalis, cervos e ursos, atuando em confrontos corpo a corpo. A raça foi desenvolvida na Itália, na época do Império Romano e seu nome descende do latim “Cohors” que significa guardião, protetor.

O Cane Corso é um animal compacto, ágil, forte, potente, de possante musculatura, fortemente constituído sem perder a elegância. Por possuir essa incrível estrutura, participou de lutas em arenas e em guerras, ao lado dos soldados romanos. Por séculos o Cane Corso foi um companheiro precioso de seus criadores e donos na Itália, pastoreou gado e escoltou manadas para protegê-las de predadores e bandidos. Foi também foi utilizado como cão de luta, como protetor de coletores de impostos e na guarda de grandes áreas rurais. É inigualável na defesa pessoal, é alerta e pouco ruidoso ao fazer a guarda.

Apesar de existir há mais de dois mil anos, o Cane Corso é ainda algo novo para a moderna cinofilia. Isso porque suas gerações mais recentes sofreram mudanças que lhe deram características bem definidas que redundaram no aprimoramento da raça.

Durante a Segunda Guerra Mundial o Cane Corso atuou no exército italiano no front de batalha puxando carretos com medicamentos e armamento e até com soldados feridos.

O novo florescimento do Cane Corso é, na verdade, a marca de toda uma luta contra a degeneração biológica da raça.

O homem sempre se rendeu ao fascínio do molosso, admirando sua massa corporal, sua imponência, seu ar de fera, imortalizando-o na pintura, na escultura e nos trabalhos escritos.

História e lenda, realidade e fantasia se mesclam em torno da origem do Cane Corso, onde o molosso deixou traços indeléveis.

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